O Sistema SDDS ( Sony Dynamic Digital Sound )

SDDS é marca registrada da Sony

 

O sistema SDDS foi inventado pela Sony e projetado exclusivamente para uso em cinemas. Não existe sistema SDDS para uso doméstico. Possui 6 canais de áudio digital totalmente independentes. A sua performance é igual ao som de filmes de 70 mm, porém com o acréscimo de canais surround e de um subwoofer full range.

As trilhas sonoras do filme

A trilha sonora SDDS é colocada no filme nas 2 bordas laterais da película, ou seja onde hoje não existe informação alguma. A trilha sonora consiste de pits microscópicos, ou pixels, similares aos existentes num CD. As 2 bordas são usadas, gerando 2 trens de pulso contínuos e intercalados, utilizando técnicas de correção de erro redundantes, a fim de evitar perda de informação devido a dropouts, riscos ou danos causados ao filme durante a projeção.

O sistema SDDS é composto por 2 sistemas principais : a unidade de leitura e o decodificador.

Unidade de Leitura

A unidade de leitura é montada na parte superior do projetor de 35 mm standard. O filme é carregado através da unidade, antes de passar pela janela do projetor. À medida que o filme corre, LED's vermelhos iluminam a pista sonora, gerando um sinal óptico que é tranferido aos CI's CCD (Charge Coupling Devices), devidamente processados e o trem de pulsos resultante é encaminhado ao Decodificador para processamento e decodificação própriamente dita.

Decodificador

O decodificador é instalado no rack do equipamento sonoro; recebe a informação da unidade de leitura e transforma o trem de pulsos em informação de áudio analógica, e a encaminha aos amplificadores de potência do cinema. O decodificador é responsável por uma série de processamentos que devem ser feitos antes da recuperação dos sinais de áudio; em seguida o sistema de correção corrige os erros que possam ter ocorrido, devido a riscos e danos do filme. Como a unidade de leitura fica sobre o projetor, os dados são atrasados para ficarem sincronizados com a imagem. Em seguida são feitos ajustes finais de equalização e ganho, a fim de se adequarem perfeitamente à acústica do cinema. O sistema SDDS processa o som totalmente no domínio digital e totalmente independente do processamento de áudio analógico, a fim de preservar toda a clareza e dinâmica total do sinal original.

Como é criada a trilha sonora

Após o término das filmagens, inicia-se a fase de pós produção. O processo de criação da trilha sonora começa durante a fase de edição, quando os editores de som criam a trilha personalizada e casada com a imagem, e que exprima o que o diretor quis transmitir ao espectador. No sistema SDDS, os 2 canais adicionais de áudio que ficam escondidos atrás da tela, proporcionam maior flexibilidade na criação da trilha sonora.

Recursos de Re-gravação

Os profissionais de mixagem utilizam a trilha criada pelo editor de som e a mixa com os diálogos, música e efeitos sonoros, criando uma trilha agradável e balanceada. Esta mixagem ocorre no estúdio de regravação, que em termos simples é um cinema em tamanho real que contem consoles de mixagem e equipqmento de gravação. Esse estudio, ou cinema, permite aos engenheiros de som e diretores, tomar decisões em um ambiente acústico semelhante às salas de projeção onde o publico assistirá ao filme.

Seção de tranferência óptica

Quando a mixagem de som termina, o setor de transferência óptica passa o conteúdo da fita master para o negativo de som, utilizado posteriormente para fazer tantas cópias quantas forem necessárias. Este negativo de 35mm é criado usando uma camera digital especial, que é adicionada ao gravador estéreo óptico standard Westrex®. A trilha sonora SDDS é gravada simultaneamente, junto com a trilha analógica, a fim de manter a compatibilidade do filme.

Laboratório

Quando o negativo de som estiver pronto, é enviado ao laboratório para ser juntado ao negativo da imagem. O negativo colorido da imagem é corrido junto com o negativo do som através da "impressora óptica", a fim de juntar a trilha sonora analógica com a digital e com a imagem, produzindo um terceiro negativo, que dará origem a todas as cópias finais do filme (imagem + som), que serão enviadas aos cinemas para exibição.

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